2 de agosto de 2012

Gallecia, era millesima

Quase um sem palavras, ainda que gostaria de trabalhar nas etimologias e geografia dos topónimos indicados no seguinte mapa:


(Link à image aqui)
Está elaborado cos dados da nossa documentaçom altomedieval, até o ano 1050, aproximadamente. A minha primeira ideia era a eleboraçom dum mapa dos territórios e comissos do nosso país (que tempos estes tempos nos que o facto de escrever estas simples verbas, quando a falar da Galiza, é toda umha declaraçom afectiva e política :-p), mais depois o projecto tomou as suas próprias decisons, e passei a incorporar umha parte dos topónimos e hidrónimos nomeados. Umha nota: os valeiros no mapa, que por vezes amossam autênticos desertos (v. g. as terras altas do Límia, outrora umha extensa lagoa), som polo geral umha consequência da desapariçom e perda das nossa fontes.

13 comentarios:

  1. Parabéns por este magnífico trabalho! Um quase sente a mesma emoção que quando contempla o mapa de Fontán! :)

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  2. Arredemo! Eu começara um projeto similar, mas olha: vendo isto, desisto! :-) Parabéns, parabéns, parabéns!

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  3. Moitísimos parabéns por este enorme e magno traballo, parabéns Cossue!

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  4. Parabens. Umha pregunta, Naimaia perto de Aranga, en qué toponimo derivou hoxe. Por outra banda, os montes que están sinalados, é pola su importancia dende o ponto de vista relixioso? e outra cando pos 'Maquis' é o toponimo da zona ? Conhezo esa zona é de monte baixo (maquis).

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  5. Carballo!!, graciñas!!, Cossue, non deixas de agradar e agrandar os nosos coñecementos.

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  6. Graças, meus. Fico sem palavras polo parabéns :-) O mapa foi feito com amor, e ainda que foi trabalho, esse trabalho foi tamém dar-lhe gosto ao vício.

    Sobre os montes incluídos, som polo geral montes que os documentos notam como referências locais, junto co rio ou o território, para situar uns e outros lugares. Faltam moitos, por nom os ter localizado. Como exemplo, polo Ribeiro havia um monte importante, o Castro Carango ( < *Caranicum, como umha mansio viária perto de Lugo), do que falam uns poucos documentos, mais que nom soubem situar. É provável, contodo, que quaisquer monte o suficientemente relevante, dum ponto de vista geográfico, fosse ao tempo um referente religioso e social. Eu medrei à vista do Pico Sacro -desde a Almáciga de Santiago- e o monte transformou-se na minha mente num lugar mágico, ainda que um tanto remoto, coas suas lendas de covas e serpes...

    Valle/territorio Maquis/Makis é o nome co que se conhece esse território nalguns documentos de Sobrado e Celanova. Hoje o topónimo vive nos lugares de Maques, em Aranga e Cúrtis. Coido que nom tem relaçom quaisquer com 'maquis' = 'monte a monte', peeeero...

    Naimaia... (Se nom hai errata de leitura ou transmissom,
    que topónimo máis raro :-) é citado como 'et Sancto Uincentio de Naimaia, que est iuxta castellum de Aranga' num documento do mosteiro de Sobrado. Penso que poderia ser Sam Vicente de Fervenças, com cámbio de topónimo.

    Apertas.

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  7. Parabéns Cossue polo trabaho! Tem uma enorme beleza.

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  8. Quando trabalhei com a toponímia da documentaçom do Tombo de Tojos Outos para a minha tese, fum documentando vários montes e rios que fôrom mudando a sua denominaçom, e a verdade é que se trata de um dos trabalhos mais satisfatórios quando as coordenadas e as referências encaixam.
    Por exemplo, quando Afonso VII estabelece os lindes do couto de Duio (doado ao mosteiro de Tojos Outos), fala-se muito de que o território se encontra sob o monte "Rou", que acho que deve ser o atualmente denominado monte Seoane (cujo nome, aliás, conserva a forma tradicional do haxiónimo que hoje em dia é padroeiro da freguesia de Sam Joám de Sardinheiro, onde se topa o dito monte). Nesses documentos, e noutros do tombo, fala-se do rio "Toar" ou "Thoar", topónimo pré-latino que era a antiga denominaçom do que hoje chamamos rio Castro (o que forma a ria de Lires). E assim muitos mais.
    Em fim, parabéns mais umha vez e um saúdo!

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    1. Hola meu! Totalmente de acordo: a identificaçom destes velhos nomes do país é tarefa bem satisfatória, por vezes surpreendente, especialmente ao se produzir esse "Eureka!" :-)

      O rio Toar, grr, estivem até o final tentado de por os nomes de rios e montes tomados de fontes algo máis seródias, mais ao final decidim deixar a cousa estar, por medo a nom rematar nunca.

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  9. Por certo, e aguardo que sem que semelhe quaisquer tipo de 'peloteo' :-), os amadores da toponímia histórica do nosso país devem conhecer a tese doutoral de Ulmo (http://dspace.usc.es/bitstream/10347/2870/1/9788498875782_content.pdf) e o projeto Inventario Toponímico da Galicia Medieval (http://ilg.usc.es/itgm/).

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  10. Obrigado pola referência! :) O do ITGM é umha mágoa porque começou sendo um projeto bem ambicioso e, afinal, e por motivos diversos, foi ficando paralisado e nesse estado é que se topa.
    Abraços!

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    1. Abraços, meu. O vosso Inventário tem boa culpa do meu desejo por ver os nossos topónimos chantados num mapa! Por outra banda, é magoante e frustrante ver esses projetos magníficos (ITGM, Codolga, TMILG, Gallaeciae Monumenta Historica...) em estado de (semi)abandono, sem ampliar-se/melhorar desde há anos... Em fim, afortunadamente O Corpus 'Xelmírez', Dicionário de Dicionários e Dicionário de Dicionários do Galego Medieval seguem a ser atualizados :-)

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