9 de febreiro de 2010

Franqueám e Françomel


Som numerosos os topónimos galegos que contém um elemento franq-, franc- ou franz-. Estes podem se dividir em três grandes grupos: i) os que semelham fazer referência à francos ou franceses, ou a terras ou feiras 'francas' ii) os que tém orige antroponímica, e iii) os que tém orige hagionímica (Sam Francisco).
O último grupo nom se corresponde com topónimos excessivamente frequentes (apenas o lugar de Sam Francisco em Louro, Muros, e a Ponte Sam Francisco, entre Lousame e Nóia), mais o primeiro si é moi frequente, e topónimos como Francos ou Francelos (cf. Boletim de Filologia III, p. 234 e seguintes, onde Piel nom atribue ajeitadamente a antiguidade dalguns destes topónimos, dada a sua carência de dados diacrónicos) som moi abondosos na Galiza e no norte de Portugal, e já som recolhidos em documentos do século IX, ou no Parrochiale Suevorum. Lembremos que os francos fórom umha confederaçom germánica originada no século III da nossa era, nas ribeiras do Rim, máis ou menos no mesmo momento em que se começa a falar de alamanes ou godos nas ribeiras do Danúbio (é provável que os próprios suevos que se assentam no nosso país fossem umha confederaçom ou reorganizaçom de povos como os quados, os marcomanos ou os semnones/iuthungos, que de antigo eram chamados colectivamente suevos). Os seus integrantes eram de facto gentes que antes receberam outros nomes: Sugambrios, Ubios, Batavios... que habitavam o curso baixo do Rim e teriam originado o grupo dos francos salios, e provavelmente tamém Chattos e outros povos do curso médio, que teriam originado os francos chamados ripuarios. Estes francos iram penetrando na Gália desde o século IV, e fazendo-se co país desde o V, em distintos grupos e baixo diversos soberanos até Luís I (Clodoveo ou Ludwig) quem governou sobre boa parte do que é a França actual logo de unificar aos francos salios e ripuarios e de destruiu o reino visigodo de Tolosa. Os seus contactos coa Galiza som antigos, e já na segunda metade do século VI temos importantes relaçons diplomáticas e religiosas, e provavelmente tamém económicas, entre o reino suevo e os francos. De feito, a própria chegada de Sam Martim de Braga, fundador de mosteiros e autêntico factor da conversom sueva ao catolicismo, puido representar tamém a chegada e estabelecimento de grupos de francos ,incluídos monges e religiosos, e doutras gentes com eles associados, como os táifalos (cf. o lugar de Téifaros, em Návia, oeste de Astúrias) ou os bretons (' Nam semper Brittani sub Francorum potestatem post obitum regis Chlodovechi fuerunt, et comites, non regis appellati sunt', escrevia Gregório de Tours na sua história dos francos, IV.4).
Mais alô de topónimos como Francos, tampouco faltam outros topónimos como Franqueira que devem ser em orige a mesma palavra que o latim medieval francalia (DuCange, s.v.), terras dotadas dalgum tipo de imunidade fiscal. E tamém temos outros topónimos seródios como Vila Franca, no Berço, repovoada com francos no século XII, como revela o tombo de Sobrado.
Logo desta introduçom, hei tratar agora cos antropónimos formado sobre o elemento germánico *frank-, e cos topónimos deles derivados:

ANTROPONIMIA QUE INCORPORA O ELEMENTO *frank-:

Falando da etimologia do nome dos francos dicia Isidoro de Sevilha: 'Franci a quodam proprio duce uocari putantur. Alii eos a feritate morum nuncupatos existimant. Sunt enim in illis mores inconditi, naturalis ferocitas animorum.' (Etimologias, IX.2.101) É dizer, para el, e seguindo as opinions da sua época, o nome dos Francos derivava quer do nome dum seu dirigente, quer do feito de ser ferozes. Penso que podemos afirmar que el desconhecia os modernos contidos semánticos das verbas franco, franqueza, franquia, etc. E penso que tamém podemos assumir que estes valores eram desconhecidos para os seus contemporáneos. De feito, as noçons modernas como livre, sem taxas, liberal, honesto... som evoluçons semánticas modernas, geradas no momento em que os francos eram umha minoria privilegiada na França (e máis tarde tamém na península ibérica, desde o século XII, quando se lhes concede diversas franquias para potenciar o seu estabelecimento no nosso cham).
De feito, a própria etimologia deste elemento é debatida. Razoavelmente, pode por-se em relaçom co protogermánico *frankōn 'lança, javalina', plasmado no nórdico antigo frakkr 'javalina' e mais no antigo inglês franca 'lança' (cf. GWB e V. Orel 2003, s.v.) Quanto máis podo afirmar é que é um elemento conhecido, mais nom frequente, na antroponímia germánica.

A) FRANCO e FRANCA f.:

O nome masculino base é conhecido ao menos dum documentto lugês do ano 816:
'Franco in hanc testamento pro ipso omicidio unde me liberasti' (CODOLGA: Lugo 816)

Existiu perto de Silheda umha Vila Francones, provável genitivo paralelo a aquel que achamos em Frions ˂ *(villa) *Fridonis 'Villa de Fredo':
  • Villa Francones (extinto, perto de Silheda) em 'hereditate de Sevegildo, quam nobis incartavit. in Villa Francones juxta ecclesia sanctae Eulaliae de Exilieta' (CODOLGA: Lugo 998)

Em Cantábria os francos tivérom um governador de nome Francio, a cabalo dos séculos VI e VII, e segundo informa a crónica de Fredegário (XXXIII):
'Nam et adversus manum publicam fortiter dimicavit. Provinciam Cantabriam Gotthorum regno subegit, quam aliquando Franci possederant. Dux, Francio nomine, qui Cantabriam tempore Francorum subexerat, tributo Francorum regibus multo tempore impleverat.'

Reaparece este antropónimo, Franco, na baixa idade média, mais provavelmente como nome com orige num alcume étnico. Como exemplo:
episcopo lucensi Michael, qui dominante in Monterroso Ruderico Gomez, sagione Franco (Vila de Donas 1227)
ego Martinus Petri et uxor mea donna Franca una cum predicto filio nostro et filia supradicta (CODOLGA: Ourense 1224)

Förstemann recolhe todos estes nomes no seu Aldeutsches Namenbuch, nas colunas 515 e 516: Franco, Franko, Francho... Francio...

B) FRANITUS:

Nome que tem deixado o topónimo português Quinta de Francide (Penafiel, Porto), e do que é testemunho, penso, um documento do mosteiro de Carvoeiro:
'Ranoifo ts. Todixu ts. Donato ts. Franitu ts. Auolinu ts.' (CODOLGA: Carvoeiro)

Nom é recolhido por Förstemann, nem no Repertori d'Antroponims Catalans (RAC).

C) FRANCOLINUS:

Forma hipocorística de Franco, por médio do sufixo diminutivo, tipicamente franco e ocidental, -lin, que achamos noutros poucos nomes galegos alto-medievais: Abbelinus, Addalinus e Gundellinus.
Menindo Zulumaz, Francolino Muzaz, Sarracino Luzi, Elporico Ermolfiz (Celanova 993)
alios que dederunt nobis Francolino, Romano, gaudio, Amico, Citi, Marvan, Viduas, Provicia, Manusenda (Celanova 1026)
villa de Salvator Ranulfiz integra, villa de Francolino media, villa de Froila Froilaz integra (Celanova 1025-1040)
et cum eo magister Gatoni Francolinu, presbiter. Santio, presbiter. Cidi Aueizza. Iohane Gatoniz (Celanova 1054)
ad persona mea et de mea mulier, Citi Francoliniz, Zemal et suas gentes. (Celanova 1063)
Petrus Pelaiz frater ejus, domnus Salamon, & Franquilinus, domnus Adam (CODOLGA: Lugo 1202)

Tem deixado um topónimo, nom recolhido hoje polo Nomenclátor oficial: 
  • Francuín / Francuim, na freguesia de Assados, em Rianjo.


Förstemann recolhe (ADN: 516): Francolin (é o moderno Francklin). Tamém é antropónimo conhecido na Catalunha medieval (cf RAC: 298).

D) FRANQUINUS:

Forma hipocorística de Franco por médio do sufixo diminutivo -in. Parece ser um nome de introduçom tardia (quer-se dizer, francesa) na Galiza; nom tem deixado toponímia associada:
Petrus Diaz. Franquinus Martinus, Ruderici, Gundisalvus (CODOLGA: Lugo 1184)
Pelagius Parragues, domnus Franquinus, Munio Portanaix (CODOLGA: Lugo 1202)
Petrus Franco filius eius; Iohannes Franquinus. ego Iohannes Petri publicus notarius concilii Rippe Auie (CODOLGA: Sam Clódio 1258)
Eluire Mathei sls. X. Petro Franquino sls. XX. Martino Michaelis soprino Petri Martini sls. XX. (CDGH: Santiago 1270)
Stephano Dominici dicto Pato et heredi Johannis Franquino do Porto Abaruantes (CODOLGA: Ourense 1342)

Förstemann recolhe (ADN: 516): Franchia, Frankin, Frenkin, Frenchin, Frengin, Frehchin.

E) FRANCOI:

Nome formado em derivaçom ou em composiçom co segundo elemento -oy, praticamente exclusivo da antroponimia germánica galego-portuguesa. É tentador explicar este nome como o produto da perda do n intervocálico desde um genitivo Franconi ou um acusativo Francone (de Franco), mais esta possível perda nom parece ter-se dado na nossa língua antes do século XI, tendo o elemento -oy documentaçom bem máis antiga:
in Villa Fafilani in furones hereditate de Francoy media. de Gemondo media (CODOLGA: Lugo 998)

Este nome nom é recolhido por Förstemann, nem a eu saber em Catalunha.

F) FRANKILA:

Antropónimo hipocorístico, derivado mediante o sufixo -ilōn que na antroponímia sueva (e goda, angla, e vándala a nom ser no nome Stilicone) adquire tipicamente a forma -ila. Ainda que nom está este nome recolhido por Förstemann, nem é conhecido na documentaçom catalá medieval anterior ao ano 1000 (cf. RAC), si pode ter originado topónimos como Frankel, em Hesse, na Alemanha. Na Galiza as formas presentes na documentaçom som Frankila / Franquila e Frankilla / Franquilla:
Froyla diaconus testis. Frankila diaconus testis (sig). Astramondus, testis. (Celanova 889)
Gondemarus Trasarici ts., Frankila ts., Uiliari ts. (Sobrado 927)
dono pro remedio anime mee et viri mei Froile Franquilaz vobis abbati domno Mandino (Samos 985)
ecclesiae sancti Salvatoris in Ripa Clamoso, quam nobis concessit Franquila presbiter (CODOLGA: Lugo 998)
villa de fratre Franquila per suos terminos hic testo (Samos 1009)
ipsa uilla Sampiri cum tribus filiis nominibus: Elio, Gudesteo, Iulia; Franquila qui sic ibi habitat (TA 1022)
hereditate de Frankila et uxor sua Sendina quos comparavit de David (Celanova 1031)
in sancto Petro de hereditate de Citi Franquila media, de hereditate de Anagia Franquilini media, (Celanova 1106)

Houvo em Celanova um abade deste nome:
in ualle Baroncelli perrexit in presentiam nostram abba Franquilani cum fratribus suis (CODOLGA: Ribas de Sil 921)
Berila abba, Froila abba, Franquila abba atque Zaccarias abba (Celanova 927)
ego Flarencus et uxor mea Liuvilo vobis domnus Rudesindus episcopus Frankilani abbati vel omnibus fratribus vestris (Celanova 934)
Leovegildo et uxor mea Horabona et filiis nostris vobis domno Franquilani abba (Celanova 935)
Franquila abbas (signum). Aldroytus abbas. Veremudus abbas. (Celanova 936)
Franquila abba ts (signum). Ranualdus abba ts. Busianus abba ts. (Celanova 936)
ego Spintilo cum filios meos, vobis domno Rudesindo episcopo et Frankillani abbati. (Celanova 937)
sub Christi nomine Didacus episcopus cfr. Frankila abbas ts. Baltarius abbas ts. (Celanova 938)
Teodericus abba confirmat; Franquila abba confirmat; Adaulfus abba confirmat; (Samos 938)
Scemenus cfr. Franquila abba cfr. Cartemirus confessus cfr. (Celanova 941)
Gota, una cum filiis meis, uobis domno Rudesindo episcopo, Frankila abba et omnium collegium fratrum Cellenoue. (Celanova 941)
quod totum per manum famuli Dei Frankilani abbatis hec oblatio offerre nissus sum (Celanova 942)
Sauaracus et uxor mea Frugina, uobis pontifici domno Rudesindo episcopo, Frankilani abbati uel fratribus uestris Cellenoue (Celanova 942)
famuli Christi Rudesindus episcopus et Frankila abbas (Celanova 950)
sub regimine pontificis domno Rudesindi episcopi et Frankillani abbati (Celanova 952)
Frankila abba ts. Zitoni confessus. Recesindus confessus (Celanova 953)
Fradegundia, vobis pontifici domno Rudesindo episcopo et abba Frankillanem (Celanova 953)
Pater et uxor mea Bonella, vobis domno Rudesindo episcopo, Frankillani abbati (Celanova 953)
ego Vizamondo vobis pontifici nostri episcopi et Franquillani abbati, (Celanova 954)
Alvaro, Otrocia, Gimundo, Trasmiro et Guntilli vobis domno Rudesindo episcopo, Franquillani abba et fratribus Cellenovensis (Celanova 955)
vobis patri nostro domno Rudesindo episcopo, Franquilani abbati et fratribus monasterio Cellenove (Celanova 955)
testes id sunt: Frankilla abba. Ziton abba. Vidragildus abba .(Celanova 955)
Adosinda una cum filiis meis a tibi domno Rudesindi episcopi, Frankillani abbati et fratribus monasterio Cellenove. (Celanova 955)
ratione que comparavi cum meos germanos de abbate domno Franquilanem (Celanova 965)
per manum famuli Dei patris mei Frankilani abbatis. post per annorum spatia norma monastica adeptus (Celanova 977)
Fradegundia. et incartaverunt ipsam villam a domno Rudesindo episcopo et Frankillanem abba pars media pro suo precio (Celanova 1060)

Tem deixado toponímia associada (é notável o mantimento de /k/ como /k/):
  • Santa Maria de Franqueám / Franqueán (93 hab.- Corgo, Lugo) ˂ 'in Franquiam, ubi dicunt Veiga, quartam partem, quam dedit Munio Eriz (D).' (CODOLGA: Lugo 1160) 'Villa Plana, Franquilani que fuit de Migido Tructiiz et alias ganancias quas ibi ganaui in Sancta Maria' (Lourençá 1092)
  • Franqueám / Franqueán (3 hab.- Toques, Corunha)
Os anteriores procedem do genitivo Frankiláni ˃ *Franquilán ˃ Franquiám ˃ Franqueám. O seguinte do nominativo Fránkila ˃ Fránquia. Em ambos casos o fenómeno fonético máis notável é a perda do /l/ intervocálico.
  • +Santa Maria de Dom Fránquia (extinto, por St. Maria de Almoite, Banhos de Molgas, Ourense) em 'super hereditate de Sancta Maria de don Franquia et de Casasoaa et de Almouti' (CODOLGA: Ribas de Sil 1213); 'habere debemus in loco qui dicitur Sancta Maria de dum Franquia' (CODOLGA: Ribas de Sil 1234)

G) FRANKILO f.

Antropónimo femenino correspondente ao anterior. Só o acho numha única ocasiom, no ano 958:
et item IIIIa villa in Barvatello que fuit de Franquilo ab integro cum suis aiunctionibus (Samos 958)

H) FRANCEMIRUS:

Nome composto do segundo elemento *mērjaz 'grande, afamado' (V. Orel 2003: 270). É relativamente frequente
Ansuetus presbiter ts., Franzemirus presbiter ts., Sisnandus presbiter ts. (Sobrado 818)
Aloytus, abbat presbiter, ts. Francemirus, presbiter, ts. Vistrario Manzi, presbiter, ts. (Lourençá 922)
Avezanus maiordomus. Francemirus. Sendimus confessus. (Celanova 950)
Stephanus cf., Franiemirus cf., Rudericus cf., (CODOLGA: Carboeiro 960)
Alvarus confessor ts. Francemirus presbiter ts. Stephanus confessor ts. (Celanova 962)
Iuliani presbiter confessor cfr. Franzemirus presbiter confessor cfr. Ansericus confessor cfr.(Celanova 982)
frater Liuvila. frater Francemiro. frater Ariulfo. (Celanova 983)
Iuvilani presbiter et cfr. Franchemirus presbiter et cfr. Aloytus presbiter et cfr. (Celanova 986)
Ranimirus presbiter. Francemirus confessus. Ariulfus confessus (Celanova 989)

Tem deixado ao menos um par de topónimos (é notável o contraste na evoluçom do /k/ cos anteriores topónimos):
  • Françomel / Franzomel (239 hab.- Oleiros, Corunha) ˂ 'et habet iacentia ipsa villa inter villa de Francemiri et de Submesso vocabulo ecclesie sancti Michaelis subtus monte Castro' (Celanova 1044)
  • Françomil / Franzomil (15 hab.- Boimorto, Corunha)
  • +Francimir (extinto, por Sam Pedro de Feás, Aranga) em 'in Fenaes et in Guistrimir et in Sancto Petro de Cazuin et in Francimir et in Anta et in uilla Ouriz' (Sobrado 1206)

A evoluçom destes topónimos passa polas fases: Francemiri ˃ Francemir ˃ *Françomir ˃ Françomil. A evoluçom -ncem- ˃ -nçom-, causada pola nasal bilabial /m/, é similar a aquela que levou do medieval Mendonieto ao actual Mondonhedo, mesmo fenómeno que pode ser causa da alternância semana / somana ˂ lat. SEPTIMANA (ainda que este último caso pode ser explicado por interferência co hebreu hebdomada 'semana').



7 comentarios:

  1. Estupendo, como ya nos tienes acostumbrados, esto último de los Francos.

    Pues aún hay, al presente, algunos que no quieren saber nada de las gentes del Sr. Clodoveo, te cuento una anécdota ciertamente simpática.

    Tuy.

    Monte Aloya (variedad: Hoya, Alhoya, Aloyla, Ayola, Alogia. Siempre al monte San Julián).

    Allí un castro romanizado que se conoció desde siempre: "Cabeza de Francos", en siglos pasados: "Castillo de Francos"; hace relativamente pocos años (entre 15 y 20) se volvió a excavar este yacimiento y "como no gustaba el nombrecito" pasó a denominarse: "Castro dos Cubos". Hoy a la población, reminiscencias del castro, se le conoce por Frinxo o Frinjo.

    Interesante...¿A que sí?.

    Un cordial saludo.

    Abo.

    ResponderEliminar
  2. felicitacions polo teu trabalho. currao,currao

    ResponderEliminar
  3. Graças mil, Abo e Visitante :-) Lamentávelmente, ando com pouco tempo, mais Frornarea segue adiante...

    ResponderEliminar
  4. Caro Cossue. ¨
    Precisamos tua voz no III Congresso Internacional os Celtas da Europa Atlántica. Põe-te em contacto.
    Crougintoudadigo

    ResponderEliminar
  5. Boas, antes de nada,parabéns polas súas pesquisas. Eu vivín uns anos en Cazuín (si, no Sancto Petro de Cazuin do que fala o documento de Sobrado), e gustaríame presentarlle algunhas dúbidas e anotaciós:

    1. Hoxe'n día, a sede parroquial está en San Pedro de Feás (Fenaes), pero polo nome antes citado (Sancto Petro de Cazuin), puidera estar en Cazuín na Idade Media. É curioso que, habendo un edificio en ruínas en Cazuín, cunha fiestra alta semellante a un campanario, eu sempre lle preguntaba á miña avoa se alí houbera algunha vez unha Igrexa, e sempre me dicía que non, que iso fora unha corte. Agora asáltame a dúbida de se realmente a houbo, anque non fora aquela construción. Recentemente chegou ás miñas mans unha compilación de refrás e cantigas realizada por Manuel Castro Santamariña, na que se inclúe unha que di "nunca tal vin, na feira de Cazuín: unha cabra cunha roca e un castrón cun violín". Fóra o tan popular dito galego, o que o fai verdadeiramente interesante é a referencia á feira de Cazuín, que fai pensar que se puidera tratar dun núcleo máis ou menos importante.

    2. Puiden localizar na toponimia actual os Benadi, Fenaes, Sancto Petro de Cazuin, Anta e Vila Ouriz (hoxe Velourís), pero non Francimir nin Guistrimir:

    a) Francimir: a localidade, como vostede indica parece estar extinta, pero existe un Framonces, non sei se podería ter algunha relación. Ora ben, de ser Francimir Framonces, cousa que dubido, a enumeración non seguiría ningunha orde, como parece que segue, de norte a sur, pois Framonces atópase ao noroeste de Benade.

    b) Guistrimir. Noutro artigo indica vostede que Guistrimir só pode ser Castromil (na parroquia de San Cristovo de Muniferral, Aranga). Coñezo ben a localidade e está preto das restantes mencionadas, mais inclínome por pensar noutra orixe etimolóxica para a localidade, pois no propio Castromil, moi preto do núcleo existe un castro aínda sen excavar, pero do que se percibe ben o perfil arredondeado dos terraplés. Así, Castromil puidera ser unha evolucióon de "Castro Miri" (castro ou castelo de Miro, outro nome de orixes suevo-visigóticas). A evolución Guistrimir-Castromil paréceme algo forzada, porque é máis difícil que un "i" evolucione a "a" que a outros sons coma "e", por exemplo, pero puidera ser... Por outra banda, cando mencionei isto lendo o seu blog en alto na casa, miña avoa relacionou inmediatamente Guistrimir con Estremil, se ben a localidade, na parroquia de Labrada, Guitiriz, atópase bastante afastada das restantes que menciona o texto. A evolución a Estremil, tamén sería factible, non sendo que Guistrimir sexa o "mir" do Oeste e Estremil o do Leste.

    Saúdos

    ResponderEliminar
  6. Olá, meu. Penso que essa boa terrinha foi no passado máis ricaz em igrejas, segundo penso sugirem nomes de lugar como Seoane, Santiso... Coido que si, que em Cazuín deveu estar ao primeiro a igreja matriz da freguesia, que se teria deslocado mais tarde a um vilar/barrio/lugar (Feás < Fenales, melhor comunicado que Cazuín?).

    Sobre Castromil, é bem certo que está a sopé dum importante castro (http://visorgis.cmati.xunta.es/cdix/descargas/pdfs/PENDENTES/Pendentes_0046A-0405.pdf), e consequentemente Castro Miri é um étimo impecável... Mais mantenho a minha proposta e identificaçom: o mesmo passo de guestr-/questr- a castro- pode dever-se a um processo de analise e interpretaçom popular do topónimo. Por outra banda, cf. antroido/entroido < INTROITU.

    Saúdos!

    ResponderEliminar
  7. Ola, obrigado pola rápida resposta. Todo parece apuntar a que había tal igrexa en Cazuín, sería xenial que se puidera realizar unha excavación, a ver que sae, pero visto o visto, non creo que iso sexa posible... Por certo, a ubicación de Cazuín, moi preto dun regato e situada sobre un outeiro-ladeira, é característica de moitos castros tamén.

    En canto a Castromil, tes razón, non caera eu no do antroido, ás veces pásase de "i" a "a". E pola zona, non hai máis topónimos relacionables con Guistrimir. Anque tamén puidera tratarse de dúas localidades distintas e Guistrimir estar extinto, pero de momento o máis razoable é que Guistrimir > Castromil, como suxire Sobrado.

    ResponderEliminar

Deixe o seu comentario: