5 de decembro de 2008

Aloytus, Nausti e Valamarius.

Abstract: Four Suebic names from Galicia and Portugal:
1. The Germanic name
Aluitus (Alwit) was very common in Galicia until the 13th century, while its genitive form Alviti have named more than twenty villages and two parishes.
2.
Nausti, probably meaning 'Ship', also very common and origin of several land names.
3.
Naustila, deriving from the later.
4. Walamarius/Walamirus 'Famous/Great among the Foreigners', also present as toponym.


A) Aloytus/Alvitus:



É um dos nomes máis frequentes na Galiza medieval, nalgumha das seguintes formas: Aloytus, Aluitus, Aloitus, Alloytus, Alloittus, que remetem a umha pronúncia [al'wit-]. Ainda que Lidia Kouznetsova, da escola de Dieter Kremer, o considera como nome 'provavelmente prerromano' (en Onomástica Galega, Verba anexo 58: 133-147) e exclusivo do noroeste da Península Ibérica, coido que este é o mesmo nome germánico que o do hérulo Alwéth (Αλουήθ, Procópio b. Goth. II 13, 22), ou que outros recolhidos por Förstemann (ADN: 54):

Alawit, 9. Dr. a. 800 (n. 159; Schn. ebds. Halawit).
Aloit MG. 1. c. I 187.
Alluid P. Ill 252 (Hlud. et Hloth. Capitul.).
Alawitu (gen.) Dr. a. 838 (n. 520).

Nom acho que poidamos separar os ibéricos Aloitus/Alvitus dos alemáns Aloit/Alawit.



Como dixem, o nome é moi frequente: Em CODOLGA a busca 'Aluit* ou Alvit* ou Aloyt* ou Aloit*' da o resultado, literal, 'Atopáronse 1055 exemplos en 646 documentos.' De seguido escolmo só as documentaçons anteriores ao ano 900, ou aquelas com formas menos frequentes:

1.- Alloyto:

'ego Alloyto cognomento Pater et uxor mea Bonella' (Celanova, 953)

2.- Aloytus:

' ego jam dictus Aloytus' (Lugo 745), com lecturas Aloitus.

' Silo, Aloytus, Petrus, Kindulfus et Froila, qui sumus nepti et pronepti Aloyti' (Celanova 886)

'Aloytus presbiter comes Gillariorum testis. ' (CODOLGA: Ourense 886)

3.- Aloitus:

' ego exiguus ac pusillus seruus seruorum Dei Aloitus comes' (Sobrado 818)

'Aroaldus abbas ts., Aloitus diaconus ts.' (Sobrado 860)

'Ualaminus diaconus, testis, Aloitus diaconus, testis' (CODOLGA: Mondonhedo 864)

' Gudinus diaconus, Aloitus presbiter cf., Gulfarius presbiter cf.' (Sobrado 870)

'Aloitus filius Ermegildi testis.' (CODOLGA: Mondonhedo 877)

' Recemiro, Sinildi, Fofus, Aloitus, uobis Ueremudo et Raiole' (Sobrado 887)

'ego Gundesindus presbiter tibi Aloito et uxori tue Octauie.' (Sobrado 895)

4.- Aluitus:

' Alvitus abbas. ubi presens fui' (CODOLGA: Mondonhedo 871)

' Anagildu. Iohannes. Alvitus. Oduario presbiter' (Celanova 884)

5.- Aloittus:

'Gundesindus presbiter Aloitti ' (CODOLGA: Santiago 912)

'Iohanne testis. Aloittus testis. Rikila testis.' (CODOLGA: Santiago 937)

' ego Vimaredo vobis domno nostro domno Aloitto abba' (Celanova 1026)



As grafia -oi- e -oy- som tradicionais, e reflectem um ditongo decrescente [oy], vogal seguido de semivogal, mais acô representa um ditongo crescente, semivogal seguida de vogal [wi]. Esta convençom gráfica acha-se noutros nomes germánicos galego-portugueses: Oyevio [weβyo], Eroygius [erwigius], Geloyra [gelwira], Odoynus [odwinus], Oila [wila], Fredoindus [fredwindus]... Do dito e da grafia com alternáncia de -t- e -tt- deduz-se umha pronúncia [al'wit] romanceada [al'wit:us] , que penso vem referendada pola toponímia, que tem a sua orige maioritária numha forma *Alwitti. Note-se que o resultado da wau germánica logo de /l/ é o mesmo que no nome Álvaro. Na Galiza:

  • Alvite/Albite (22 hab.- Monfero, Crunha)

  • Alvite/Albite (26 hab.- Muinhos, Ourense)

  • Alvite (19 hab.- Arteixo, Crunha)

  • Alvite (37 hab.- Banhos de Molgas, Ourense)

  • Alvite (20 hab.- Beariz, Ourense)

  • Alvite (18 hab.- Curtis, Crunha)

  • Alvite (21 hab.- Melide, Crunha)

  • Alvite (1 hab.- Messia, Crunha)

  • Alvite (17 hab.- Outeiro de Rei, Lugo)

  • Alvite (5 hab.- Palas de Rei, Lugo)

  • Alvite (20 hab.- Pastoriça, Lugo)

  • Alvite (179 hab.- Paços de Borvém, Pontevedra)

  • Alvite (16 hab.- Pino, Crunha)

  • Alvite (10 hab.- Valadouro, Lugo)

  • Alvite (16 hab.- Vila Santar, Crunha)

  • Sam Tomé de Alvite (330 hab.- Negreira, Crunha)

  • Fonte Alvite (0 hab.- Arçua, Crunha)

  • Fonte Alvite (17 hab.- Touro, Crunha)

  • Vilalvite (44 hab.- Lugo, Lugo)

  • Vilalvite (7 hab.- Paradela, Lugo)

  • Sam Pedro de Vilalvite (156 hab.- Friol, Lugo)

Que provém todos do genitivo [al'witti]. O seguinte tamém provem dum genitivo que parece determinar um substantivo: Fra(ga) de Alvite? *Fara de Alvite? (cfr. Fra -Vilalva-, Fraemelhe ‹ ? *Fara Emili, Fraguizom ‹ ? *Fara Wizoni) Entre os longobardos umha fara era umha unidade suprafamiliar, e hoje é topónimo frequente na Itália.

  • Fradalvite (17 hab.- Lobeira, Ourense)

A seguir, provém dum acusativo [al'wittu]:

  • Casalvito/Casalbito (80 hab.- Monfero, Crunha)

  • Casalvito (275 hab.- Poio, Pontevedra)

Em Portugal:

  • Alvite (Guimarães, BR)

  • Alvite (Moimenta da Beira, VI)

  • Alvite (Penafiel, PO)

  • Alvite (Ribeira da Pena, VR)

  • Alvite de Baixo (Arouca, AV)

  • Alvite de Cima (Arouca, AV)

  • Alvites (Baião, PO)

  • Alvites (Mirandela, BÇ)

  • Alvites (Valpaços, VR)

  • Alvites (Vila Nova de Gaia, PO)

  • Alvites (Vila Real, VR)

  • Alvito (Barcelos, BR)

  • Alvito (Cabeceira de Basto, BR)

  • Alvito (Ponte de Lima, VC)

  • Alvito (Vila Nova de Famalição, BR)

  • Portela do Alvito (Monção, VC)

  • Quinta do Alvito (Sabrosa, VR)

  • Revalvito (Penela, CO)

  • Vale do Alvito (Baião, PO)



B) Naustus/Nausti, e Naustila:



Estes nomes germánicos som exclusivos do ámbito galego-português. Noutra forma, estes nomes nom se conhecem fora do noroeste da península, e ainda que de novo Lidia Kouznetsova o considera (a Nausti, ignora Naustila) 'provavelmente prerromano', acho que temos bos motivos para os considerar germánicos:

1º) Nausti tem boa etimologia nas línguas germánicas, nas que se conhece umha forma *nawst-, derivada de *naws- 'nave; ship', em várias línguas (IEW: 755-6): antigo islandês naust ' Schiffsschuppen', antigo frisom nōst `Trog', neerlandês médio nōste `Viehtrog, Wassertrog', todos cum significado similar a dorna ou artesa, e onde parece que temos o cruze semántico inverso do que na primeira destas verbas, dorna, 'recipiente para receber o mosto da uva recém exprimida', que viu dar nome a umha embarcaçom própia do litoral galego. Por outra banda, conhecemos outros nomes germánicos europeus co significado de 'nave', como som Sceppo, Scipuar ou Scepheling (ADN: 1308) derivados da mesma verba PG *skipp- que da orige ao inglês ship, alemám Schiff, ou italiano schifo, 'nave'.

2º) Conhecemos tamém o seu diminutivo, inequivocamente germánico polo emprego do sufixo -ila, Naustila.



O nome, moi frequente na idade média, acha-se em duas variantes principais, Nausti/Nasti e Naustus. No seguinte apresento primeiro as numerosíssimas referências ao bispo de Coimbra Nausti (algumhas delas ham ser falsas com seguridade, pois nom é credível um pontificado de sessenta anos):

'Naustus Conimbriensis' (CODOLGA: Santiago s. IX)

' sub Christi nomine Nausti episcopus confirmat' (CODOLGA: Mondonhedo 864)

'Naustus conimbricensis episcopus conf.' (TA 866)

'sub Christi nomine Nausti episcopus conf.' (CODOLGA: Mondonhedo 867)

'sub Christi nomine Nausti episcopus confirmo' (CODOLGA: Mondonhedo 877)

'Naustus conibriensis episcopus conf.,' (TA 883)

'Naustus episcopus conf.,' (TA 883)

'Naustus conimbricensis episcopus conf.' (TA 886)

'Nausti Colibriensis episcopus conf.' (CODOLGA: Lugo 897)

'Naustus episcopus conf.' (TA 899)

'Nausti conimbriense sedis episcopus confirmat;' (Samos 902)

'Naustus episcopus conf.,' (TA 911)

'Naustus episcopus conf.,' (TA 912)

'sub Christi nomine Nausti Dei gratia episcopus' (Lugo 915)

'sub Xpti nomine Nausti eps. Conf.' (CODOLGA: Mondonhedo 916)

'Nausti eps. Conf.' (CODOLGA: Mondonhedo 922)


Agora, por orde cronológica e só até o ano 1000:


'Trudilli testis; Aroaldus testis; Nausti clericus testis; ' (Celanova 879)

'Gulderigus presbiter cfr. Nausti presbiter cfr. Sideges diaconus cfr.' (Celanova 879)

'Nausti abba conf.' (Samos 904)

'Uisterlanem cum filiis nominatis: Naustum, Hermecotonem, Uitilanem diaconem, et Animiam' (TA 912)

'Vistrella diaconus ts. Nausti diaconus ts.' (Celanova 922)

'Vsegildus presbiter cf., Nausti abbas cf.' (Sobrado 935)

'[Bra]-nderigus ts. Nausti ts. Euorido ts.' (Carboeiro 940)

'Sandinus confessus ts. Naustu contessus ts. Licus diaconus ts.' (Celanova 941)

'Nausti abba. Rudericus presbiter. Pantinus abba.' (Celanova 949)

'Piniolus confessus cfr. Nausti diaconus et confessus. Sisnandus ts.' (Celanova 953)

'Florentius diaconus ts. Nausti diaconus ts. Kintila confessus ts.' (Celanova 953)

'Naustus diaconus cf., item Naustus diaconus cf., Rudesindus diaconus cf.' (Sobrado 960)

'Salamiru ts. Nausti ts. Adaulfu ts. Gildu ts.' (Celanova 964)

'Martinus cfr. Nausti cfr. Vitisclo cfr. Aloytus cfr.' (Celanova 969)

'Naustus testis;' (CODOLGA: Barbadelo 976)

'testis: Nausti. Arias. Gunterigo. Sanbati.' (Celanova 981)

'suo infanzone nomine Nausti Vimaraz (...) ego Odoynus illam divissi cum Nausti Vimarani (…) Fromildus presbiter confessor cfr. Nausti presbiter confessor cfr. (...) Nausti Ioaciniz et confessus ts.' (Celanova 982)

'Nausti confesso cfr. Goldredo manu cfr. (…) Menendus Naustiz cfr.' (Celanova 985)

'Ariulfus presbiter cfr. Nausti presbiter cfr. (…) Nausti cfr. Sediges cfr. alio Nausti cfr. item presbiterus cfr. Alivertus cfr. Gerinmus cfr. Nausti item presbiter cfr. item diaconibus cfr. Nasti cfr.' (Celanova 986)

'Gunderedo Sanbati. Ismahel. Donon Vimaraz. Nausti Vimaraz.' (Celanova 988)

'et in Valbona VI, id sunt: Naustus, Fulgentius, Leovesindus, Igo, Citi, Celsius;' (Samos 988)

' Fortis confessus cfr. Nausti confessus cfr. Lubilani confessus' (Celanova 989)

'Iustus cfr. Nausti cfr. Iohannes cfr.' (Celanova 993)

'Sandinus qui conversus cfr. Nausti conversus cfr. Gondulfus cfr.' (Celanova 996)

'Ermorigo. Tructemondo. Guntino. Ferrario. Nausti. Iosidio.' (Celanova 997)

'Fredosindo cum filiis tuis, Nausti cum filiis tuis, Arasteum cum filiis tuis' (Sobrado 1000)


O nome segue em uso ao longo do século XI, e ao menos ata:


'quapropter venerabilis Naustius, Dei gratia urbis Tudensis episcopus' (CODOLGA: Tui 1112)


E tamém se recolhe na forma Nasti, cumha provável reduçom germánica do ditongo [aw] › [a] (compare-se com nomes galegos como Astramondus, Astragundia, Astrulfus... do tema PG *Awstr- 'oriental'):


'Egilani confessus ts. Nasti presbiter ts. Froyla ts.' (Celanova 936)

'Nausti item presbiter cfr. item diaconibus cfr. Nasti cfr.' (Celanova, 986)


Por último, ao menos em dous casos temos o nome diminutivo Naustila:


'Naustila abbas ts., Recaredus presbiter ts., Sentarius presbiter ts.' (Sobrado 917)

'Naustilani abba cf. Ariani abba cf. Ranosindus abba' (Samos 969)


A toponímia derivada destes nomes é:


  • Sam Martinho de Noche (285 hab.- Vilalba, Lugo) ‹ 'Et que esto seia çerto rogo et mando a Pedro de Nosche, notario de Vilalva, que faça ende esta carta.' (Lugo XIV 1368) ‹ ' Ladra infesto usque ad pontem de Nousti (…) S. Martinus de Nosti., S. Salvator de Ladra' (CODOLGA: Mondonhedo 1128)

  • Noche (4 hab.- Vizedo, Lugo)

  • Nouche (73 hab.- Ordes, Crunha)

  • Veiga de Nostre (54 hab.- Castrelo do Val, Ourense)

  • Vilanustre (40 hab.- Rianxo, Crunha)



Com evoluçons relativamente complejas. A maioritária é:

Nausti Nousti Nosti (reduçom comum de ditongo em sílaba travada por /s/, /l/ ou /r/)

*Nostri ( [st] › [str]: como em estrela ‹ lat. ESTELLA, congostra ‹ lat. *COANGUSTAM, guindastre ‹ guindaste... ) › Nostre/Nustre (neste último caso por metafonia [o] › [u])

Esta evoluçom compete coa seguinte:

Nosche ([sti] › [st] › [t]: como em DORMIVISTIS › DORMISTIS › dormistes/durmistes › dormiches/durmiches – esta última é a forma verbal que eu emprego na fala, por exemplo) › Noche.

O topónimo Nouche provém directamente da forma com preservaçom do ditongo Nousti › *NouschiNouche.



Em Astúrias:

  • Nuste (Siero, Oviedo)



Do diminutivo Naustila, nas formas genitivas Naustilani e Naustilanis:

  • Nostiám/Nostián (90 hab.- Crunha, Crunha)

  • Lustiás (14 hab.- Tavoada, Lugo) ‹ 'que o dicto noso moesteiro há en bilar de Nustiaas que he su signo de San Martino do Couto' (Vilar de Donas 1402)



NaustilaniNostilani › *Nostiaane (perda do /l/ intervocálico) › *Nostiaãe (perda no /n/ intervocálico) › Nostiám (perda de nasalidade por epêntese de nasal em posiçom implosiva; as vezes tamém ocorre sem preda prévia de nasal. Sem garantir a correcçom da presença ou da ausência do asterisco: Bermum ‹ Bermui ‹ Veremudi, Aldobrém ‹ *Eldobrei ‹ Hildifredi, Tourém ‹ *Todorei ‹ *Teudoredi...).



NaustilanisNostilanis › *Nostiaanes › *Nostiães › *Nustiãas (feche [o] › [u] por iode, e assimilaçom vogálica) › Nustiaas (perda nasalidade) › Nustiás (crase) › Lustiás (n- › l-: Lavallos ‹ Navallos, Leboçám ‹ Nepotiani, Novegilde ‹ Leuvegildi...)



Rematando, do português Nostim infere-se a existência do nome *Naustinus:

  • Nostim (Mesão Frio, Vila Real) ‹ *Naustini





C) Valamarus/Valamirus:



Este nome, pouco frequente na nossa Alta Idade Média, provem do proto-germánico *Walhamēriz 'Grande/Afamado entre os estrangeiros'. Förstemann recolhe (veja-se o ADN: 1519) unha dúzia de persoas com este nome, entre eles um ostrogodo, Valamirus, pai de Theodorico o Grande. Na nossa documentaçom, e sim ser plenamente exaustivo:



c.1: *Walamāriz ‹ Walhamēriz ([e:] › [a:] germánico nórdico e ocidental): Vallamarius/Gualamarius/Qualamariz › Golmaro/Gulmaro:



'Reconsindus, Ierulfus, Gualamarius, Florentius, Ioannes' (CODOLGA: Oviedo 781)

'Vallamarius cellararius filius Sisnandi testis.' (CODOLGA: Mondonhedo 877)

'Godesteo Qualamariz.' (Lourençá 1002)

'Gulmar Periz, cf.' (Lourençá 1017)

'Pelagius Golmariz presviter manu mea confirmo et notuit.' (CODOLGA: Ramirás 1082)

' ego, Golmaro Pelaiz' (Lourençá 1111)

'Gulmaro Pelaiz, cf.' (Lourençá 1117)

' Garsia Gulmariz' (Lourençá 1147)

'Petrus Gulmariz' (CODOLGA: Lugo 1154)

'excepta uoce Petri Golmarit' (CODOLGA: Júvia 1159)

'Fernandus Golmariz, cf. Petrus Golmariz, cf.' (Lourençá 1165)

'ante Petrum Gulmariz et ante alios bonos homines' (Lourençá 1172)

'Fernandus Gulmari' (Lourençá 1177)

'iusta casam et cortinam qui fuit Petri Gulmariz' (CODOLGA: Meira 1184)

'casali de Suario Didaci et Hero Golmariz' (Sobrado 1190)

'et fuit testatio de Golmaro' (Sobrado s.d.)

'et in casali de Golmaro et in Castramaria et in Casas Queimadas' (Vilar de Donas 1253)

'nostris parentibus et ex parte domni Garsie Golmari' (Lourençá 1265)



c.2: *Walamēriz ‹ Walhamēriz (preservaçom arcaizante e maioritária de [e:], as vezes baixo forma romance [i:], coma nos outros nomes suevos do século VI Ariamiro, Theodemiro, Wittimero, Miro): Walamirus/Valamirus/Gualamiru/Qualamirus:



'Valamirus diaconus testis.' (CODOLGA: Mondonhedo 867)

'Froila ts., Valamirus ts., Teodesia ts.' (Sobrado 918)

'ratione integra de patre nostro Faenzu, Goalamiru mea ratione integra in terras in Lamas, tibi Busiano confesso. (…) ab Carioga in suo directo usque Gandera super lama de Gualamiru,' (Celanova 934)

'inter larea de Gualamiro et de Gomez' (Celanova s. X)

'Sonna Berazi ts. Gualamirus Egani ts.' (Celanova 941)

'Ildefredus confessor cf. [sig.], Vualamirus cf.' (Sobrado 955)

'Dotis cf. Valamirus confessor cf. ' (Sobrado, 955)

'Hoduarius Gualamirizi ts' (Celanova 962)

'Recaredus cf., Qualamirus cf.,' (Sobrado 963)

'Leovericus testis, Valamirus testis.' (Samos 969)

'Gualamirus Visterlaz.' (Celanova 973)

'Gemudo. (CHRISTUS), Fittelo. (CHRISTUS), Gualamiro.' (Samos 975)

'Gualamirus ts.' (Celanova 999)

'ego Agildo et germano meo Gualamiru' (Celanova, 1007)

'ego Savegodo una cum filiis meis Gualamiro et Gelvira' (Celanova 1007)

'ego Gualamiro et uxor mea Placia' (Celanova 1013)

'Veremudus ts., Valamirus ts., Didacus ts.' (Samos 1023)

'in Galendi villa que fuit de Gualamiro medietate integra.' (Celanova 1024)

'vobis domna Argelo per manum vicarii vestri Pelagio Gualamiriz' (Celanova 1106)



É moi comum na toponímia galega, especialmente nas formas que vém de Valamarus (com evoluçom germana ocidental e nórdica [e:] › [a:]), nom moito nas que descendem de Valamirus (com [e:] germánica ainda preservada, e tratada como [i:] romance):



  • Santa Maria de Guamil (51 hab.- Banhos de Molgas, Ourense) ‹ ' in Casasoaa, in Almouti, in Guaamir' (CODOLGA: Ribas de Sil 1223)

  • Gamil (41 hab.- Santiago de Compostela, Crunha)

  • Gamil (17 hab.- Silheda, Pontevedra) ‹ ' ad monasterium Ansemir unum casale de Goamir' (CODOLGA: 1262)

Em Portugal:

  • Gamil (Barcelos, BR)

  • Gamil (Vila Nova de Cerveira, VC)



Dos anteriores, o primeiro amossa a preservaçom de wau no grupo [gwa], e os outros a sua reduçom: *WalamiriGualamiri › *GuaamiriGuamil, mais tamém GualamiriGoalamiri › *GoalamiriGoamirGamil. Com perda de /l/ intervocálico, assimilaçom entre vogáis, e -ir › -il.



As seguintes som todas do norte da Galiza, com reduçom [gwa] › [go]. Sorprende a ausencia deste toponímia em Portugal:



  • Golmar (15 hab.- Cedeira, Crunha)

  • Golmar (0 hab.- Friol, Lugo)

  • Golmar (63 hab.- Lalim, Pontevedra) ‹ ' in loco qui vocatur Gollmar sub signo sancte Marie de Nozeda' (CODOLGA: Oseira 1274)

  • Golmar (12 hab.- Lugo, Lugo) ‹ ' in Progol: casal de Gulmar' (CODOLGA: Lugo 1160)

  • Golmar (0 hab.- Povra do Brollón, A, Lugo)

  • Golmar (8 hab.- Sobrado, Crunha)

  • Sam Bieito de Golmar (472 hab.- Laracha, Crunha)

  • Grumar (7 hab.- Vilalva, Lugo)

  • Vilagormar (83 hab.- Pastoriça, Lugo) ‹ ' in villa Gulmar; et medietatem Sancti Vincencii, qui iacet inter Fontem Minii' (CODOLGA: Meira 1210)

  • Busgulmar (10 hab.- Nogais, Lugo), de Bus(to) Gulmar


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