30 de setembro de 2011

"Atila en Galicia"

Noia: cortes discontinuos na glorieta de Pontenafonso debido ás obras da variante. Taramancos, arrasado
Destruçom pola Junta do povoado castrejo, nom fortificado, de Taramancos. O importante é chegarem de contado à praia, e a Madrid. E construir, para terem quartos cos que ir no AVE a Madrid e vir para o chalé da praia de contado. Sinto que isto é máis que um roubo, um autêntico e indecente esbulho do nosso património, argalhado polos que vem os quartos na primeira linha de praia numha costa imaculada. É também, um símbolo. Do nojo. Foto por Xornalcerto, Flickr.

3 comentarios:

  1. Completamente dacordo, NOJO é o que da esta terra feita por nós e moitos dos seus habitantes, xentes que non teñen a Galicia no corazón senón é cun cacho de empanada na man, xente que non ve máis aló de 2 pasos. En fin, o temos que facer, nós que somos conscientes disto, é traballar como ti fas Cossue, para espabilar a esta xente, e se lle hai que dar unha boa tunda, que así sexa.

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  2. Cando penso que a Crise pon en risco este tipo de infraestructuras... case bendigo a crise, senón fora porque a pagaremos os de sempre. Pero a emancipación das xentes e dos pobos chegará, cos últimos barrís de petroleo.

    Carr

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  3. Bom, melhor que à emancipaçom dos povos, eu anoto-me para a dos cidadáns (ou das gentes, como dis): cidadáns responsáveis, que nom só sabem que têm direitos, senom que têm também opinions, responsabilidades e obrigas. Tou cheo de políticas de feitos consumados; mais também tou cheo de tanta gente a esbardalhar dos máis, dos outros -eu o primeiro- no entanto fugem de toda responsabilidade cidadá ao respeito das suas próprias acçons. Assemade, estou até as mesmas duns médios de comunicaçom cujo principal objectivo é criar opiniom, criar um estado de ánimo -eis a nossa democrácia: votamos ao jornal que lemos, ou nom votamos em absoluto- no entanto um corredor de bolsa demasiado novo é tam parvo como para enunciar o que outros calam: “quero umha nova recessom pra me forrar”. Perdom pola arroutada: é ira dos mansos.

    Com respeito ao que eu fago, dizia Gene Wilder em “Young Frankenstein”, no papel do Doutor Frederick Frankenstein, e quando fora interrogado pola obra do seu notável avó, Victor Frankenstein: “My grandfather's work was Doo-Doo!”.

    Saúdos.

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